Analisando

OU VAI OU RACHA

Sem a reforma da Previdência o Brasil quebra. Sem a aprovação do crédito suplementar de 248 bilhões, idem. Ou seja, ou Jair Bolsonaro se acerta com o Congresso ou o Brasil para em poucos meses.


SEM BOBAGENS

 Protestos de domingo são uma expressão da democracia. Ninguém pode impedi-los. Porém que não venham com pauta antidemocrática de "fechar Congresso e STF", por exemplo. Nesse momento de crise temos que equacionar as contas públicas e fortalecer as instituições. Ninguém de bom senso imagina o Brasil fora dos padrões democráticos, tonando-se um pária no mundo.


SÓ FALTAVA IR

Jair Bolsonaro disse que não participaria dos protestos de domingo e orientou ministros a não comparecerem. Ficaria mesmo esquisito ver o presidente, eleito democraticamente por 57 milhões de brasileiros, num movimento com faixas com dizeres antidemocráticos e possivelmente fascistas.

MOURÃO NA CHINA

General Hamilton Mourão continua surpreendendo positivamente. Na China fez defesa de investimentos em nossa infraestrutura. Chamou o gigante asiático de "motor da economia mundial", mas ressaltou que o "Brasil não pode ser só uma loja onde a China vem comprar itens". Numa missão difícil, tentou convencer seus anfitriões, entre eles o próprio presidente Xi Jinping, de que o Brasil é um parceiro comercial confiável e que quer manter boas relações entre os dois países. Sem esquecer de que a China é hoje o principal parceiro comercial do Brasil, mas que tem sido escanteado por Bolsonaro em sua positiva aproximação com os Estados Unidos.


PIB EM QUEDA

Previsão do crescimento do PIB para esse ano em queda livre. Boletim Focus do Banco Central, que faz uma média das 100 principais instituições econômicas do País, caiu pela 12ª semana consecutiva. Nessa última índice previsto é de 1,24%, ante os 1,45% da semana anterior. Lembrando que previsão de crescimento mundial para 2019 é de 3,2%. Pelo visto teremos mais um ano de fraco desempenho e a volta do emprego terá que esperar mais um pouco.


DO TSUNAMI AO MEGA PROJETO

Há duas semanas Bolsonaro, enigmático, falou que a seguinte seria marcada por um "tsunami". Ninguém entendeu. Nessa quarta-feira em café da manhã com a bancada do nordeste disse que não adiantaria o conteúdo, mas que "brevemente" será apresentado um projeto que trará mais recursos ao país do que a reforma da Previdência em 10 anos e que o mesmo seria aprovado por unanimidade nas duas Casas do Legislativo. Aguardemos, pois.


MUITO AJUDA QUEM NÃO ATRAPALHA

Presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência, Marcelo Ramos, disse que o cronograma da reforma na comissão está dentro do previsto. "O que pode atrasar a tramitação é a turma do Bolsonaro que decidiu atacar o Congresso" emendou. Momento é de convergência e construção de entendimento, capazes de fazer as pautas andarem no Congresso, notadamente a da reforma da Previdência, fundamental para destravar investimentos, trazer economia e fazer o país crescer.




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