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otidiano

Transmissão e prevenção

Médico infectologista orienta sobre os sintomas mais comuns de doenças respiratórias

Clarice Graupe Daronco / JMV
Foto: Divulgação

TIMBÓ - A previsão de temperaturas baixas para os próximos dias, com condição de geada, acabam gerando gripes e resfriados. Com isso, aumentam as dúvidas da população com relação aos sintomas das doenças, semelhantes aos do novo Coronavírus (Covid-19). De acordo com o médico infectologista, doutor José Amaral Elias que atua no Hospital e Maternidade Oase de Timbó, na Secretaria da Saúde de Indaial e em hospitais de Blumenau, todo mundo já teve gripe e resfriado alguma vez na vida. Conhecer os sintomas, as formas de transmissão e de prevenção são passos que ajudam a evitá-los. "Alguns sintomas são comuns às duas doenças e saber identificá-las é muito importante para buscar o tratamento correto".

O médico explica que com a chegada do Inverno as doenças respiratórias são mais frequentes, principalmente no cenário desta pandemia. Diante do aumento no número de casos e óbitos provocados pela Covid-19 nas últimas semanas, o médico explica as diferenças entre sintomas respiratórios da Covid-19, gripe, resfriado e H1N1.

O profissional da Saúde reforça o alerta para que pessoas com sintomas leves de gripe e resfriado fi quem em casa e só procurem os hospitais se apresentarem sintomas mais intensos, principalmente a falta de ar

De acordo com Elias, infecções respiratórias são mais frequentes com a chegada do Inverno, principalmente no cenário desta pandemia. Diante disso, cada caso deve ser avaliado com muita cautela, explica o infectologista.


Sintomas

Durante a entrevista o médico reforça que é importante estar sempre atento ao aparecimento de quaisquer sintomas mais severos e procurar ajuda médica caso seja necessário sem esperar muito tempo, principalmente se houver dificuldade para respirar. "Outros fatores importantes a observar são os sinais geralmente mais tardios de infecções bacterianas como a pneumonia que pode ser com tosse e presença de catarro, piora da febre e dor no tórax ou sinusite com piora na congestão nasal, coriza purulenta e dor de cabeça principalmente na parte frontal. Nesses casos eventualmente há indicação de uso de antibióticos, principalmente no caso de pneumonia e internação hospitalar".

O infectologista também orienta para que se evite o uso de medicação desnecessariamente já que para a Covid-19 não há até o momento nenhum medicamento absolutamente eficaz, em qualquer fase da doença, que tenha comprovação científica e muitas vezes os efeitos colaterais podem ser severos. "Assim, como no caso da gripe que tem a indicação médica do Tamiflu, qualquer outra medicação que não sejam sintomáticas como antitérmicos ou analgésicos deve ser prescrita pelo profissional médico. Se estiver com sintomas respiratórios, evite aglomerações e procure não sair de casa".


Orientações sobre os sintomas mais comuns de doenças respiratórias:

* Resfriado comum: Espirro, coriza ou nariz entupido e dor de garganta são os mais comuns. Febre pode ocorrer geralmente baixa e de curta duração, porém é rara.

* Gripe (incluindo H1N1): Febre, dores no corpo e de cabeça, dor de garganta, além de indisposição, falta de apetite com tosse seca e coriza. Quando provoca falta de ar ou quadro com febre persistente (mais de dois dias) deve-se procurar por avaliação médica. Outro detalhe importante é que mesmo sem sintomas intensos e fazendo parte dos grupos de risco (gestantes, puérperas, crianças abaixo de cinco anos, adultos com 60 anos ou mais, diabéticos, doenças pulmonares, obesos, portadores de HIV, neoplasias, etc.), deverão buscar atendimento médico dentro dos primeiros três dias dos sintomas para início do tratamento com o medicamento Oseltamivir (Tamiflu).

* Covid-19: Muito mais variáveis, em algumas pessoas os sintomas não aparecem, e outras apresentam sintomas leves semelhantes aos do resfriado comum e até sintomas próprios como diarreia, perda do paladar e do olfato (às vezes isoladamente), manchas no corpo (mais comum em crianças) e conjuntivite. Podendo evoluir para sintomas mais severos, cuja falta de ar (mesmo que leve) é o de maior risco.


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