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Proposta do governo para reposição desagradou militares

Entidades que negociam com o Executivo vão elaborar contraproposta. Valor foi considerado baixo

Foto: Divulgação

A proposta do governo do Estado para reposição salarial de militares de 12,5% desagradou a categoria. A principal reclamação é que o valor ficou muito abaixo do esperado, tanto pelos servidores quanto pelo grupo de entidades que negocia com o Executivo. Os militares vão apresentar uma contraproposta.

Até agora, aconteceram três encontros. O governo criou um grupo de trabalho liderado pelo secretário de Administração, Jorge Tasca, que reúne técnicos da Secretaria e também da Fazenda para negociar com a categoria. O governador Carlos Moisés da Silva não tem participado.

O valor oferecido pelo Executivo foi considerado baixo. A proposta é de reposição de 12,5% escalonada em três parcelas, além de outros benefícios. As entidades baseiam o pedido no cálculo do Dieese que aponta inflação de 37% desde 2013, quando houve o último reajuste.

"À primeira vista, pelo que nós sentimos entre todas as associações, não foi de muito bom agrado. Não é uma proposta interessante para todos nós", afirmou o presidente da Associação de Oficiais Militares de Santa Catarina (Acors), coronel Sérgio Luís Sell.

Segundo ele, as entidades apresentaram a possibilidade de haver uma reposição de 17%, considerando a inflação de 2016 a 2019. A proposta do governo contempla apenas 2016 a 2018, já que, segundo o Executivo, não há recurso para incluir as perdas de 2019. A Administração informou que não reconhece as perdas de 2014 e 2015.

"À luz da legislação, nós temos uma reposição represada desde dezembro de 2013, o que daria hoje 37% de inflação do período. [...] Tivemos no ano passado uma dificuldade de conversação com o governo. Agora, temos tido um canal aberto, mas existe uma dificuldade em receber uma efetiva resposta. Ainda tem que melhorar muito o processo de negociação", disse.

Para o presidente da Associação de Praças do Estado de Santa Catarina (Aprasc), subtenente João Carlos Pawlick, o percentual deixou a desejar. "A Aprasc segue firme e acha que a proposta do governo não atende os anseios da corporação, já que são seis anos sem qualquer tipo de reposição salarial. [...] Não temos como aceitar uma proposta dessas, de tão fraca que veio", disse.

Segundo ele, é preciso esperar a posição do Executivo na contraproposta. "Vamos aguardar o que o governo vai dizer. Se ele disser que não tem mais como flexibilizar ou não aceitar nossa proposta, convocaremos uma assembleia geral de todos os praças aqui em Florianópolis e eles vão dizer se atende ou não essa proposta do governo", afirmou.

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