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Animais que mudam vidas

A Equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação

Foto: Divulgação Apae

INDAIAL - Caracterizada por ser uma organização social, que tem como principal objetivo promover a atenção integral à pessoa com deficiência intelectual e múltipla, a Associação de Pais e Amigos dos Execpcionais (Apae) vem trabalhando com diversos métodos que visam auxiliar os processos terapêuticos convencionais proporcionando ao paciente resultados mais eficientes.

Esses diferentes métodos fazem uso de animais para ajudar nos tratamentos, como é o caso da Equoterapia, a qual é definida como um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de Saúde, Educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial da pessoa. O Conselho Federal de Medicina e de Fisioterapia reconhece a Equoterapia como método e recurso terapêutico.

 Em Indaial, a Apae já realiza esse tipo de atendimento há dois anos e soma uma série de benefícios aos alunos como equilíbrio, coordenação motora, força muscular, postura, favorece a integração social, a autoconfiança e a concentração. O programa é realizado de forma individualizada, de acordo com as necessidades e potencialidades de cada indivíduo, sendo dividido em Hipoterapia, Educação e Social, e Pré-Esportiva.

Atualmente, cerca de 20 alunos são atendidos duas vezes por semana, nas segundas e quartas-feiras. "Os usuários possuem diferentes faixas etárias e necessidades específi cas como autismo, paralisia cerebral, síndrome de Down, hemiplegia, entre outras", destaca o coordenador do programa de Equoterapia da Apae, o fisioterapeuta Ivan Carlos Pereira.

De acordo com Pereira, o cavalo é utilizado como um instrumento terapêutico. "A cada segundo, o cavalo gera ao cavaleiro aproximadamente 1,25 ajustes tônicos (movimento/postura). Então uma sessão de 30 minutos, gera 2.250 ajustes e movimentos ao aluno".

O fisioterapeuta também ressalta que a prática é iniciada somente após avaliação médica, psicológica e fisioterápica do paciente. "Nós temos um cuidado constante com a segurança do praticante, e também contamos com espaço físico adequado com acessibilidade para cadeirantes".

Vale ressaltar que o contato do aluno com o animal ao ar livre, torna a terapia prazerosa. "O praticante nem percebe que está realizando um atendimento específico e quando termina a sessão não vê a hora da próxima sessão chegar", completa Pereira.

O trabalho conta com alguns colaboradores como a C.S.P. Consultoria Imobiliária e Rancho do Grein.

A Apae também está a procura de novos parceiros para expandir os atendimentos ofertados na Equoterapia.


Os animais 

Os animais O coordenador ressalta sobre a preparação do animal e equipamentos necessários para a prática da Equoterapia. "O cavalo que utilizamos tem um comportamento estável e seguro, com a saúde perfeita. O equipamento de montaria é adaptado e itens de segurança como capacete e calçado apropriado são indispensáveis".


Divulgação Apae/





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