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Vitalidade e Alegria

Com 102 anos, Hildegard Ebert é um exemplo de mãe, avó, bisa e tataravó

Amanda Bittencourt
Foto: Jéssica Lays Fotografias

INDAIAL - "Ser mãe é carregar no corpo o dom da criação, a dádiva da vida, e no coração um amor que não conhece limites pela vida toda. Ser mãe é chamar para si a maior e mais divina das responsabilidades. É ter no colo o poder de acalmar, no sorriso o poder de confortar. Ser mãe é ser estabilidade e fortaleza. Ser mãe é tudo isso e muito mais".

E com essas palavras, de autoria desconhecida, podemos entender um pouquinho sobre o sentimento de ser mãe. E domingo, dia 12, será o dia em que homenagearemos a todas as mamães, sejam elas de sangue ou do coração. Em alusão a esta data, o jornal O Indaialense fez uma reportagem especial com um exemplo de mulher, mãe, avó, bisavó e tataravó, dona Hildegard Ebert, que comemorou 102 anos no fim de abril, celebrados com muita alegria.

Dona Gatty, como é chamada desde sua infância, nascida em Indaial, é filha de Udo Ebert e Wanda Holetz, tinha mais três irmãos e por eles serem mais "brutos", como ela mesma diz, preferia ficar sozinha e na companhia de seus avôs, que residiam na frente de sua casa. Casou-se em 11 de setembro de 1937, com Wiegan Lauth. O casal teve três filhos: Margit, Iria e Luis Carlos. "Lembro que a primeira era a mais esperta, cantava, dançava e aprendeu a falar cedo. Mas nenhum deles me deu trabalho", conta.

O filho mais novo, Luis Carlos Lauth, hoje com 76 anos, relembra dos tempos de sua infância e a rigidez na educação. "Tudo o que sou, devo principalmente a ela, pelo seu amor, seu carinho, mas também com o rigor necessário e algumas vezes a cinta fazia valer. Sempre foi preocupada em nos ensinar a diferenciar o certo do errado".

Luis Carlos ainda conta que dona Gatty foi fundamental para que ele concluísse seus estudos. "Eu não fui bem no curso ginasial, e ela se manteve firme na decisão de me matricular no colégio interno. Após fiz curso de técnico em Contabilidade, graças a sua firmeza". Ele e as irmãs tiveram uma educação muito participativa da mãe e aprenderam todos os afazeres de casa, desde a limpeza até a jardinagem do quintal. Mesmo com as tarefas, nunca foram impedidos de brincar e aproveitar a infância.

Gatty trabalhava em casa e cuidava dos filhos. Depois, anos mais tarde, quando as crianças estavam maiores, resolveu fazer curso de costura, e de acordo com Luis, ela costurava muito bem e ajudava seu pai com as despesas de casa.

Os anos foram passando, os filhos casaram, vieram sete netos, mais tarde 11 bisnetos, e agora quatro tataranetos e mais um que está a caminho. A oma Gatty sofreu um AVC há algum tempo atrás, ficando em coma por um período, mas conseguiu dar a volta por cima e hoje força e vitalidade são o que não lhe faltam. "Eu sempre digo que ela foi pro céu e voltou", menciona Luis com muita emoção.

E claro que essa guerreira não poderia deixar de passar um recado às mamães e também às mulheres que sonham em ter filhos um dia. "Eu diria às futuras gerações que deixem seus filhos conhecerem a natureza subirem em árvores, tomarem banho em cachoeiras e pescarem. Mas lembrando também que é preciso estudar e ter uma formação".

E quando perguntamos o segredo da longevidade, de completar 102, ela prontamente responde. "Acho que cheguei à longevidade em parte por ter uma família maravilhosa que está sempre me cercando de carinho. Sou alegre e agradeço a Deus por isso".


Família

Muito querida pela família, filhos, netos e bisnetos, os quais falam muito bem da dona Gatty, que recebe muito carinho e afeto de todos a sua volta.

"A vó Gatty encanta a todos pelo alto astral de como viver a vida. Sua transparência, sua ternura, sua beleza interior, nos fascina a cada dia. Gratidão pelos 60 anos de convivência ao seu lado, pelo aprendizado e lições de vidas que ao longo da minha vida recebi", diz a neta mais velha, Jussaná Maria Nagel.

Giovanna Cristina Lauth Hinsching, também neta, diz ter saudade de quando visitava a avó quando era criança. "Saudade tenho de quando era criança, chegava na hora do Frühstück, para comer um pão de casa com ovo frito e sabor de casa de vó. Também de deitar na sua enorme cama do sótão e admirar os diversos quadrinhos feitos por ela em pontos de cruz e de receber o seu colo gostoso de amor infinito".

A primeira bisneta, Geraldine Nagel, lembra das boas recordações junto à bisa. "Tenho muitas lembranças das histórias contadas, dias de alegria e manifestações de carinho".


Imagens



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